AFPADT Futsal Feminino                                                                                 

   

18/03/06

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Época 2005/06
Equipa Técnica
Séniores Femininos
Séniores Masculinos

 

 

A nossa Equipa Técnica:

Presidente

Director geral

Director de Comunicação

Director Desportivo

Director Desportivo

José Augusto

Pinto Ferreira

Ernesto

 

Victor Alves

Treinador

Director Desportivo

Seccionista

Fisioterapeuta

 

 

Rui

Miguel Silva

José Silva

Silvia Cunha

 

A prevenção começa por si

Faça dialogo com o seu filho, será a arma que lhe dará a felicidade

Historial da AFPADT

 
 
  A Associação Fraterna De Prevenção e Ajuda aos Dependentes Toxicómanos é uma associação de beneficência existente na cidade de Esmoriz. É uma instituição sem fins lucrativos que visa ajudar os toxicodependentes, bem como dar apoio a todas as famílias que vivem toda a realidade da droga. A associação foi fundada em 17-7-1988 como uma Instituição de Utilidade Publica.
    O Projecto referente ao Futsal Feminino da AFPADT, nasceu no ano de 1993, devido à paixão de algumas atletas, que ainda hoje fazem parte do plantel. Foram vários os convidados a fazer parte deste projecto, bem como Zeca, Narciso, José Luís, Rui e Miguel sendo este último o impulsionador  da nossa equipa, que como treinador, amigo é uma  parte fundamental à sua sobrevivência da nossa Associação. A nossa equipa, ao longo do tempo teve que sobreviver a muito custo, não só devido a problemas financeiros, mas também à falta de atletas suficientes para manter um grupo de trabalho regular. No entanto tivemos uma participação activa no campeonato de futsal feminino na Associação do Porto e nestes últimos 5 anos estamos inscritas na Associação de Aveiro.
Hoje é o dia em que nos orgulhamos e damos valor a todo o esforço despendido ao longo destes anos, tanto dos nossos dirigentes como das Atletas é o nosso quinto ano consecutivo, no Campeonato Distrital Feminino de Aveio. Nem sempre conseguimos alcançar os nossos objectivos, enfrentar os desafios e ultrapassa-los, no entanto sempre nos apresentamos com dignidade e acima de tudo Humildade.
    Fazer parte deste grupo de trabalho é o melhor troféu que alguém poderia alcançar e estaremos sempre todos juntos para fazer o melhor possível para representar esta Associação com dignidade.

Nasceu, já anda, pensando no futuro.
Nasceu para servir, ajudar, 
amparar,aconselhar e depois encaminhar; 
o seu lema é:

 

Esmoriz

AFPADT Utiliza Futsal Como Veículo de Alerta Para os Perigos da Toxicodependência
Ao longo dos seus quase 18 anos, a instituição esmorizense não tem poupado esforços no sentido de apoiar as famílias que caíram nas malhas da toxicodependência, preocupando-se, desde então, em prevenir esse flagelo junto dos jovens. Várias acções já alertaram para o problema, que hoje se resume ao diálogo e ao nome que as equipas de futsal levam aos vários pontos do distrito. Obrigar as pessoas pensarem no assunto é a intenção da Associação, que pretende, assim, chegar ao objectivo essencial: o afastamento da droga
 

O futsal é hoje a sua cara. É através desta modalidade que tenta passar a mensagem que, desde a sua fundação, em Julho de 1988, pretende transmitir, das mais diversas formas, sobretudo aos mais jovens: não à droga. Trata-se da Associação Fraterna de Prevenção e Ajuda aos Dependentes Toxicómanos (AFPADT), criada na freguesia de Esmoriz há quase 18 anos, “fruto da preocupação de algumas pessoas em apoiar os toxicodependentes”, conta, ao TRIBUNA PRESS, o seu presidente desde então, José Augusto Silva. Foi com esse intuito que nasceu, a par da vontade de prevenir, junto dos mais novos, a proliferação da toxicodependência, numa altura em que a droga “martirizava muitos jovens”.


Imbuído da “preocupação” em ajudar os cidadãos a viverem longe do consumo de estupefacientes, um grupo, que incluía o responsável máximo da instituição, resolveu encarar com seriedade a possibilidade de constituir uma associação de beneficência. Daí à sua concretização foi um pequeno passo, possível após a atribuição de um nome e a criação de estatutos, bem como o cumprimento de todas as restantes formalidades exigidas.


O trabalho efectuado pela AFPADT acabaria por ser alvo de reconhecimento, mais tarde, o qual foi consubstanciado no estatuto de Instituição de Utilidade Pública que ganhou. “Não foi chegar, ver e vencer. Esse estatuto implicou o reconhecimento de diversas entidades e resulta de um trabalho de muitos anos, que foi considerado de relevância”, assegura José Augusto Silva.

 

Acções Marcantes

O responsável da AFPADT entende que a prevenção da toxicodependência se faz “de toda a maneira”, desde o diálogo à promoção de actividades, pelo que foi das mais variadas formas que a Associação foi alertando para o problema. José Augusto Silva destaca as acções desenvolvidas no Dia do Concelho Contra a Droga, então celebrado a 2 de Junho, como aquela em que elementos das Escolas de Esmoriz – os alunos eram o alvo principal das acções de sensibilização – partiram da cidade esmorizense para uma corrida de estafetas, que, depois de passar por várias freguesias, terminou junto ao Mercado Municipal de Ovar. Aí, recorda o dirigente, “já havia uma concentração de largas centenas de estudantes”, os quais desfilaram pela cidade com slogans, antes de se manifestarem no Estádio Marques da Silva.


As acções de luta contra a droga promovidas pela AFPADT tiveram continuidade em anos seguintes, como o comprova a concentração de cerca de duas mil crianças de várias escolas do concelho no pavilhão gimnodesportivo da Ovarense. “Nesse encontro, fizemos um espectáculo com marionetas que falava na prevenção da droga. Terminou com a distribuição de um lanche a todas as crianças participantes”, conta, nostálgico, o presidente da instituição.


No entanto, pouco antes de terminar a primeira metade da década de 90, a Direcção “entendeu cancelar esses acontecimentos”, lembra, atribuindo a responsabilidade à atitude do então presidente da autarquia vareira, Armando França. “Dava-nos pouca importância, quando, para as pessoas que trabalham de graça, o seu estímulo é o reconhecimento das acções que desenvolvem”, explica, criticando o facto de o ex-presidente da Câmara Municipal de Ovar não se associar directamente às iniciativas, que “deixavam sempre marca”.


As actividades passaram, assim, a confinar-se à freguesia de Esmoriz, sobretudo através de iniciativas que tinham por objectivo incentivar alunos a elaborarem trabalhos no âmbito da prevenção da droga. “Assim é que entendíamos que estávamos a prevenir, porque enquanto eles faziam desenhos e redacções, não pensavam noutras coisas”, considera o responsável.

 

A Origem do Futsal Feminino

Não menos importantes que as restantes acções, neste combate declarado à droga, foram os torneios de futebol de praia, organizados pela AFPADT, no areal da Barrinha de Esmoriz. “Era mais uma forma de os jovens ocuparem o seu tempo”, salienta José Augusto Silva, que não imaginava que, através destas provas, pudesse nascer uma equipa feminina de futsal na Associação. Mas foi isso que aconteceu. Depois de o grupo de atletas ter disputado um jogo particular em Vale de Cambra, frente ao Codal, um elemento pertencente à Associação de Futebol do Porto terá sensibilizado os directores da instituição de Esmoriz a constituírem uma equipa feminina de futsal, ao que acabaram por aceder.


A equipa estreou-se em competições oficiais com a participação no Campeonato Distrital da Associação de Futebol do Porto, onde se manteve durante quatro anos. Só depois, com a inclusão de uma competição idêntica no distrito aveirense, é que a AFPADT abandonou a prova no Porto, passando a integrar aquela promovida pela Associação de Futebol de Aveiro, na qual já se sagrou, por duas ocasiões, vice-campeã distrital da modalidade.


Hoje, é a face mais visível da AFPADT e o veículo utilizado para transmitir os alertas necessários à comunidade. “Fazemos passar a mensagem através do nome, dos atletas e do diálogo que se tem com eles. Entendemos que é a falar e mostrando-nos que fazemos prevenção”, garante José Augusto Silva, que se recorda de ouvir, em alguns locais onde a equipa se deslocava: Bolas, aqueles drogados têm mais força do que nós. “Essa era uma forma de eles se interrogarem. A seguir à interrogação, vinha a resposta: Nós estamos, precisamente, a dizer-vos que é possível viver sem droga”, relata o responsável da instituição.


A AFPADT chegou a ter na equipa atletas de risco, que “deixaram os locais de perigo e passaram a ser pessoas comuns”, junto da camaradagem e amizade das colegas. “É todo um trabalho que se vai minando. Desse modo, foi possível passarem a ser pessoas integráveis na sociedade”, diz, satisfeito, José Augusto Silva. Actualmente, o grupo é constituído por 13 jovens, com uma média de idades a rondar os 22 anos, treinadas por Rui Pinheiro: Sandra Ferreira, Sofia Silva, Andreia Oliveira, Cristina Almeida, Liliana Gonçalves, Joana Silva, Tecas, Nanda, Elisabete Costa, Katherin Silva, Sílvia Cunha, Cidália Casal e Sandra Oliveira.  

 

Masculinos Entram em Cena

Entretanto, a AFPADT acabou por emprestar o nome a uma formação masculina, constituída por um grupo de jovens que participava, também, nos torneios de futebol de praia, fornecendo-lhes, ainda, apoio logístico. Chegou mesmo a disputar o campeonato nacional, sofrendo um interregno, mais tarde. O futsal masculino reapareceu, depois, mas já numa vertente juvenil, que durou apenas dois anos, devido a problemas de ordem financeiro.


Após nova interrupção, ressurgiu na presente época desportiva, com uma equipa sénior, que evolui na Zona Norte do Campeonato Distrital da II Divisão de Aveiro. A participação deste conjunto tem sido pautada pela baixa produção e, consequentemente, pelos maus resultados, o que lhe vale, para já, a última posição da tabela classificativa.

 

Dia da Cidade Contra a Droga é Desejo


“Esta colectividade será tudo o que as pessoas queiram que ela seja”
. É desta forma que José Augusto Silva encara o futuro da AFPADT, numa altura em que entende ser necessário sangue novo para dar “continuidade ao projecto” da instituição. Muito próximo de passar o testemunho, o ainda presidente da Associação não esconde “uma certa frustração” pelo facto de terem terminado as acções que outrora mobilizaram o concelho no combate à droga. “Fiquei frustrado, porque eram acções que mexiam com as pessoas”, sustenta.


Reconhecendo que, hoje, “o concelho consome mais droga que anteriormente”, José Augusto Silva antecipa uma resposta àqueles que eventualmente questionem o trabalho desenvolvido pela AFPADT nessa vertente: “Nós trabalhámos com aqueles que quiseram ouvir a nossa mensagem. Garanto que há muitos”. O mesmo responsável confessa que gostaria de ver revitalizadas essas actividades, para que fosse possível criar um Dia da Cidade Contra a Droga. “O dia 2 de Junho podia, ainda hoje, ser um marco no concelho de Ovar. Se os futuros directores da AFPADT quiserem continuar o projecto, porque não?”, salienta.


Ao fim de cerca de 18 anos, a AFPADT vive, essencialmente, do “apoio de alguns carolas”, para além de receber a ajuda da Junta de Freguesia de Esmoriz, nomeadamente no pagamento do pavilhão do Esmoriz Ginásio Clube, para as suas equipas poderem jogar. Da Câmara Municipal de Ovar recebeu, até à época anterior, um subsídio anual, já que, até ao momento, ainda não lhe foi atribuído qualquer incentivo referente à presente temporada desportiva.

Rui Castro "Tribuna Press"

 

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Este site foi actualizado pelo última vez em 17/02/06